27 de mar de 2014

Arquitetos e urbanistas da UFRJ a favor da Praça Saens Peña

A maquete "tijucana" reproduz fielmente
as ruas e o entorno da Praça
E foi dada a largada para a elaboração dos projetos de renovação da Praça Saens Peña! Desde o início do semestre, alunos da faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (FAU/UFRJ) têm se empenhado nas atividades da disciplina Atelier Integrado II, que, para o período letivo em questão, está focalizando a complexidade urbanística da Saens Peña como objeto de estudo.

A história da praça, suas sociabilidades, dinâmica, paisagem etc. estão sendo meticulosamente mapeados pelos alunos que, em grupos e ao final do curso, apresentarão seus projetos de requalificação urbana sob a supervisão dos professores Victor Andrade, Sônia Hilf, Ivete Farah e Naylor Vilas Boas. Além disso, o Atelier Integrado II está sendo realizado em parceria com a Associação Comercial e Industrial da Tijuca (ACIT), que, por sua vez, tem colaborado com a universidade por intermédio de passeios técnicos, sugestões e “consultoria tijucana”.

A segunda rodada de apresentações, fechada ao ambiente acadêmico e a alguns convidados, aconteceu nesta última terça-feira (25/03). Pela minha amizade com a ACIT, tive a oportunidade privilegiada de participar dos seminários e, ainda assim, opinar sobre os trabalhos, todos muito bacanas e ricos em detalhes.

Chamou a nossa atenção o fato de que os alunos e professores não pensam a renovação da Praça Saens Peña apenas em seus recortes físicos. Em outras palavras, eles não vêem o local a ser estudado apenas dentro do seu perímetro espacial, mas sim como algo que “extrapola” fronteiras, sobretudo porque a Saens Peña tem ruas, vias e regiões adjacentes que, de certa forma, dialogam e se dinamizam graças a essa irradiação emanada pela praça, uma das grandes centralidades da cidade do Rio de Janeiro.

A apresentação de um dos grupos de alunos do Ateliê Integrado II, da FAU/UFRJ

Ou seja, isso significa que foi discutido muito sobre o status quo de ruas caóticas e degradadas como a General Roca e Almirante Cóchrane, sobre a subutilização da Avenida Heitor Beltrão, cujos terrenos do metrô não foram ocupados até hoje, e sobre o desperdício da Pedra da Babilônia enquanto acidente geográfico com grande potencial estético, mas pouco valorizado na paisagem urbana da Tijuca.

Não cabe a mim, este passeador, contar-lhes sobre o conteúdo detalhado destes projetos, até porque não tivemos acesso a eles, sem falar também que são atividades acadêmicas e que, por ora, estão sendo desenvolvidas junto aos professores apenas.

Estamos na expectativa de que por volta de junho tais projetos possam ser expostos ainda em local a combinar, aqui na Tijuca mesmo, junto à primorosa maquete produzida pelos alunos. Depois disso, esperamos contar com o apoio da Prefeitura e do empresariado para que a ideia possa ser colocada em prática e, deste modo, avançarmos mais uma etapa nessa missão cidadã de trazer de volta um pouco mais de vida e conforto a esse belo espaço público que é a Praça Saens Peña e o seu entorno.

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