27 de jun de 2014

Mariz e Barros ganha área comercial voltada à gastronomia fast food

Filial da Burger King, na Mariz e Barros com Rua Visconde de Cairu: gastronomia
fast food em peso na área.

Inaugurado há pouco mais de um ano, o novo edifício residencial da Rua Mariz e Barros, em estilo "condomínio avarandado", inovou e tem seguido o mesmo modelo implantado pelo lançamento imobiliário da Rua Nelson Mandela, em Botafogo (zona sul da cidade), que parcelou e destinou o seu térreo à locação de empreendimentos comerciais. Hoje, é um sucesso de público e referência em entretenimento nas bandas de lá, na praça próxima ao metrô.

As dependências da Catarina Doces e Salgados,
braço da Fornalha.
A ala gastronômica da Mariz e Barros, por sua vez, já conta com grandes expoentes das cadeias de fast food, como a gringa Burger King, em processo de expansão pelo Rio, além de franquias nacionais e já bem conhecidas nossas como Spoleto, Koni e a novata Catarina Doces e Salgados, que pertence à mesma rede da Fornalha, sem filial na Tijuca, entretanto. Estão previstos, ainda, a abertura de um pub e uma farmácia (mais uma!) neste complexo comercial, além do salão de beleza Lui's Coiffeur, que também já possui outra unidade no bairro, na Rua Santo Afonso.

A localização é estratégica, uma vez que a Rua Mariz e Barros é um grande pólo estudantil na Tijuca. Nas redondezas, estão o Instituto de Educação, o Instituto Isabel, o Instituto Guanabara, GPI, SENAC, Colégio pH, Colégio Militar, Pedro II, entre outros. Em frente ao empreendimento, há a presença também do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Nos dias úteis, tanto o Spoleto como o Koni são altamente procurados pelos estudantes da área em busca de um almoço rápido. Perto dali, na esquina com a Campos Sales, já havia um Mc Donald's e um Subway, que, pelo visto, agora estão precisando competir com os novos investidores. Vale destacar igualmente que fora do âmbito fast food, a região da Mariz e Barros já vinha se mostrando como um celeiro de boas opções gastronômicas para um público mais exigente, como o Brasa Goumert, o tradicional Salete e a segunda filial tijucana do Otto, no lugar do antigo Devassa.

Koni e Spoleto: os preferidos dos estudantes e trabalhadores no entorno.

É interessante observar como este modelo de empreendimento é uma releitura do que se praticava no processo de verticalização dos bairros lá anos 1960, sobretudo nas suas artérias principais como a Conde de Bonfim, Dias da Cruz, Nossa Senhora de Copacabana, Voluntários da Pátria etc. Essa maneira de se congregar o uso residencial com o comercial num único terreno deixou de ser usual a partir do crescimento da Barra da Tijuca, na zona oeste, que projetou, em relevância, um novo estilo de vida galgado na separação dos usos, muito embora os condomínios de lá congregassem serviços variados, como padarias, nas suas dependências.

Assim sendo, tal investimento na Mariz e Barros parece refletir uma maior otimização do uso do solo, especialmente em bairros muito adensados como a Tijuca. Essa conjunção, se for propagada em outros locais, promete ser uma alternativa viável à revitalização do espaço público por intermédio do estímulo ao comércio de vizinhança. Tomara que dê certo, pois público, já tem.

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