20 de jul de 2014

A Tijuca em terceira dimensão (3D) pelo Google Earth

Sobrevoo em 3D pelo cruzamento da Rua Conde de Bonfim com a Uruguai (Reprodução: Google Earth).

Novidade que poucos sabem é que o Google Earth, programa do Google onde você pode acessar imagens de satélite, mapas e terrenos, tornou disponível a visualização de determinadas regiões da cidade do Rio de Janeiro em terceira dimensão. A região da Tijuca (além da zona sul, São Cristóvão e parte da Barra) foi contemplada nesta tecnologia que simula a visão de um pássaro sobrevoando prédios e casas na medida em que você reduz o tamanho da escala no mapa. É possível ainda reposicionar a bússola e obter daí diferentes perspectivas. Na imagem acima, tem-se à esquerda o sentido sul, e, à direita, o sentido norte.

Entretanto, navegar por essa modalidade do Google Earth pode ser dificultada caso seu computador não disponha de uma placa de vídeo mais sofisticada, como é o meu caso. Perceba que as árvores, por exemplo, ficam um pouco distorcidas, detalhe que passaria despercebido num computador mais ágil. Além disso, dependendo do modelo de computador, é possível até mesmo passear pelas edificações em 3D diretamente através do site do Google Maps, que disponibiliza um botão exclusivo para tal procedimento, segundo observação de um amigo.

Panorama da região da Rua Campos Sales e Praça Afonso Pena, a 273 metros de altura (Reprodução: Google Earth)

Para fazer o download do Google Earth, acesse este endereço: http://www.google.com/earth/download/ge/agree.html

19 de jul de 2014

Adorada Saens Peña

Outono ensolarado na Praça Saens Peña

“Tarde fresca na Praça Saens Peña, até um pivete passar por você e levar seu celular embora”. Assim retrucou uma amiga minha, bem-humorada, ao ver a foto acima publicada em minha página pessoal no Facebook. A moça, também tijucana, não compreende a minha idolatração pela nossa Saens Peña (Saenz, para os íntimos) nem que veja beleza no chafariz do lago e nas árvores que a circundam. Tudo bem, a praça, conforme disse um amigo meu, “está meio acabada mesmo”, mas isso não extermina a sua imponência tampouco a sua representatividade na Tijuca e na cidade do Rio.

O comentário dela, que acabou levando-nos para a manjada discussão que compara a Tijuca com a zona sul (onde a zona sul é muito melhor, óbvio), reflete a perspectiva de muitos tijucanos que, em pleno ano de 2014, ainda pensam que a Tijuca é a mesma dos anos 1990. Ou seja: cheia de trombadinhas, assaltos e balas perdidas. E o pior: como se aqui fosse o único lugar do Rio a sofrer com esse problema e, portanto, digno de ser odioso!

Apesar da minha visão romântica quanto à Tijuca, sou um passeador e (re)conheço vida inteligente fora do bairro. Meu trabalho no As Ruas do Rio, por exemplo, o blog que escrevo no site da Revista Veja Rio, faz com que eu me desloque para vários bairros esporadicamente no papel de observador. Mesmo quando não estou nessa função, tenho amigos em outros lugares, visito-os, divirto-me igualmente em outras bandas. E posso afirmar o seguinte: em matéria de segurança, a Saens Peña de hoje está consideravelmente boa.

Isso, no entanto, não quer dizer que estejamos imunes à violência. Uma reportagem da UOL de janeiro deste ano, embora tenha tido como enfoque o aumento de assaltos na área turística (Copacabana, Ipanema e Leblon), mostrou também que o número de roubo a celulares aumentou 135% entre 2012 e 2013 nas delegacias da Tijuca (19ª DP) e da Gávea (15ª DP).

O problema, a meu ver, é a falta de bairrismo. E bairrismo, nesse sentido, não tem nada a ver com o seu sentido pejorativo, mas sim a ideia de amor ao bairro, de sentir-se pertencido a uma comunidade e querer fazer algo por ela. Dizer que você gosta da Praça Saens Peña, para alguns, gera sentimentos de incredulidade jocosa. “Como assim, gostar da Saens Peña?”. Realmente não dá para comparar, em matéria de beleza, o visual deslumbrante e natural dos Dois Irmãos com o lago artificial da praça, mas qual o problema em achar belo, de verdade, um lugar que não tenha o costume de sair por aí nos guias de turismo?

A Saens Peña não é menos nobre porque há mendigos cativos nas suas redondezas nem porque o caos da Conde de Bonfim a torna pouca atrativa, sem os ares pomposos do capital emanados pela zona sul ou pela Barra. Ela é nobre por ser digna de estima. É briosa, majestosa, distinta, ilustre, notável.

Assim é a Tijuca para mim e para muitos tijucanos apaixonados. Não há modismos ou status que interfiram no nosso amor e admiração genuína a esse lugar.

11 de jul de 2014

Outrora, as viagens no 426 (Usina-Copacabana)

Lembro-me de que passar pelo Rio Comprido, mais especificamente a Rua Itapiru, no início dos anos 2000, era uma espécie de tabu geográfico para muitos tijucanos. Naquela época, tiroteios e balas perdidas conviviam diariamente com a rotina dos cariocas, inseguros com a violência urbana que assolava o Rio. Não se falava em favelas como destinos turísticos tampouco se tinha uma perspectiva positiva delas como atualmente.

Diante daquele contexto violento, como encarar a vulnerável Rua Itapiru, margeada pelo Complexo de São Carlos e pelas favelas do alto de Santa Teresa?

Quando adolescente, costumava pegar a linha 426 (Usina-Copacabana, apesar de que há pouco tempo seu itinerário se estendeu ao Jardim de Alah) quando precisava ir à zona sul. Era um dos poucos coletivos que transitavam por toda a extensão da Rua Itapiru, operado pela Auto Viação Alpha. Desembocava nos retornos e mergulhões cinzentos do Catumbi até dar de cara com o Túnel Santa Bárbara.

Existia uma tensão entre os passageiros quando o 426 passava pela Itapiru. Com exceção dos moradores dali – logo, aparentemente familiarizados –, as pessoas dentro do coletivo se entreolhavam como que numa conversa telepática em que rogos por piedade eram clamados incansavelmente até o momento em que o ônibus chegasse ao bairro de Laranjeiras. O risco estava ali, entre a Rua da Estrela e a Rua Doutor Agra. Não só porque essa moda de confrontos armados era imprevisível e muito recorrente, mas também porque os assaltos eram igualmente comuns. Nunca os presenciei, embora tenha visto as ameaças psicológicas que os “baderneiros” praticavam sobre os passageiros. Esses episódios aconteciam mais nos finais de semana ensolarados. O fluxo em direção à orla era expressivo.

Por essas razões é que se evitava passar pela Rua Itapiru. Só nunca entendi porque eu não a evitava. Sentia medo, sim, mas nunca dei as costas a qualquer rua ou região da cidade porque era mais ou menos segura. Não queria virar refém dos medos da urbe muito menos alienar-me aos limites dos bairros supostamente “livres de perigo”. Afinal, sou da Tijuca, bairro tão indefeso quanto o Rio Comprido naquela época, só que com mais pompa.

Pouco mais de uma década depois, a Rua Itapiru continua com seu aspecto de cidade fantasma. Em contrapartida, não sinto mais receio em pegar o 426. Aliás, nem tenho mais a necessidade de percorrer a Rua Itapiru em direção ao Santa Bárbara como antes. Mas mesmo assim embarco nessa linha com algum tipo de frequência quando quero quebrar a rotina. E vou sem aflição. Recentemente, até ousei em pedir a um taxista parado na Conde de Bonfim que me levasse à Santa Teresa pela Rua Barão de Petrópolis. Essa rua, transversal à Itapiru, estava ficando tão “mal afamada” quanto o logradouro vizinho naqueles tempos. Tive medo de uma resposta negativa, mas, vejam só, obtive nenhum pio sequer de sua parte. Levou-me imediatamente, sem titubear.

É confortante não ver mais a tensão dos passageiros codificada em unhas a ponto de serem totalmente ruídas nem em braços aferrados às bolsas e mochilas quando embarco num 426. Ele passa pela Itapiru com serenidade, com a sua lataria vermelha ou amarela, sem preocupar-se com a preferência de cores das facções criminosas. Entram mães, crianças, adolescentes, pais, homens, estudantes, senhoras, senhores, passeadores em geral. Dão bom dia, boa tarde; escutam-se mais por favores, obrigados, com licenças. Há mais sorrisos nos rostos e menos caras emburradas. Há mais gentileza e menos comportamentos grotescos.

O curioso é que as pessoas são as mesmas de antes. Já os tempos, são outros.

10 de jul de 2014

Maracaí, Saens Peña, e outras memórias afetivas de ônibus

Linha 221 (Maracaí x Praça XV): uma das muitas linhas tijucanas extintas.
Foto: acervo Luiz Eduardo/Cia de Ônibus.

Semana passada, fui pegar um ônibus na Rua São Francisco Xavier, bem naquele ponto em frente à escola Orsina da Fonseca, quando notei a placa que informava as linhas que paravam ali. Aproximei-me, analisando-a atento, pois meu semblante era de surpresa ao perceber que a extinta linha 221 ainda constava na tal sinalização. 221! Quem se lembra dessa linha, Maracaí x Praça XV, que deixou de circular pelo bairro no início dos anos 2000?

Para quem não sabe, Maracaí é o nome de uma estradinha no Alto da Boa Vista já quase nas imediações do bairro de São Conrado, na zona sul carioca. Tal linha, operada pela Auto Viação Tijuca (vulgo Tijuquinha), era a única cujo itinerário contemplava a Rua Mariz e Barros rumo à Usina (sim, não há mais linhas na Mariz e Barros que passem pela Usina).

A questão é que bateu uma onda nostálgica após esse encontro inesperado com uma placa – presto muita atenção em placas, diga-se de passagem. Recordei imediatamente as antigas pinturas que existiam nas latarias dos veículos, abolidas em 2010 com a padronização de cores por consórcios. É bem verdade que o sistema ficou mais organizado. Por outro lado, esquecemo-nos de que os ônibus, por mais odiosos que sejam no contexto do Rio, também têm o seu lado afetivo na vida dos cidadãos.

Sou um usuário exemplar de transporte público desde os 10 anos de idade. Aqui na Tijuca, os ônibus mais marcantes para mim eram os da empresa Alpha e os da Tijuquinha. Afinal, eram os que eu mais pegava rumo à zona sul, no caso da Alpha, ou à praia da Barra e ao Centro, no caso da Tijuquinha. O layout de ambos era idêntico, mudando apenas a cor. Para a Alpha, tons avermelhados, para a Tijuquinha, azulados. E a Alpha sempre teve fama de possuir linhas inseguras, alvo de assaltos.

Não bastasse o orgulho naturalmente bairrista do tijucano, além de uma empresa de ônibus com o nome do bairro, ainda tínhamos outra em alusão à nossa principal praça, a Viação Saens Peña, cuja lataria expunha em letras garrafais a sigla SP. O curioso era ver que mesmo com a alcunha tijucana, a empresa operava linhas bem longe do bairro, como a 125 – Central x General Osório ou a variante Central x Horto.

Contudo, recentemente, a Viação Saens Peña mudou seu nome para Nossa Senhora das Graças. Fiel e orgulhoso tijucano que sou, obviamente preferia a versão antiga.

7 de jul de 2014

A placa que parou no tempo

Na Usina, placa desatualizada ainda mostra entrada para o extinto Carrefour: negligência.

Quem vem do Alto da Boa Vista pela Rua Conde de Bonfim se depara com uma placa de trânsito da CET-Rio informando ao motorista que, à direita, está a entrada para o hipermercado Carrefour. Até aí tudo bem, não fosse pelo fato de que o Carrefour encerrou suas atividades na Usina em 2005.

Este caso é um exemplo perfeito de como a CET-Rio não tem tido o devido cuidado com a sinalização da Tijuca. Pretendo discorrer sobre esse tema em um post mais detalhado.

4 de jul de 2014

Botto Bar, o reduto cervejeiro da Praça da Bandeira

Há chopes diferentes a cada semana
nas 20 torneiras do Botto Bar, na Praça da Bandeira
Não é só de Aconchego Carioca, o restaurante que ficou famoso pelo inovador bolinho de feijoada, que vive a gastronomia da Praça da Bandeira. Algumas quadras depois do Aconchego, na mesma Rua Barão de Iguatemi, está o Botto Bar do Meste Cervejeiro (mais conhecido como Botto Bar), um dos meus bares preferidos aqui pela região da Tijuca. Reduto cervejeiro, a casa trabalha apenas com chopes “importados”. As opções, dispostas em um quadro negro, mostram opções das escolas belgas, alemãs, inglesas e norte-americanas. Temos de ficar atentos ao chegar lá, pois os chopes têm grande rotatividade. Aparentemente, há lançamentos e novidades a cada semana, o que torna a ida ao Botto Bar sempre uma grande surpresa!

Frequento o local esporadicamente e com o mesmo grupo de amigos. Eles, assim como eu, já fidelizaram o Botto Bar como o local ideal para tomar chopes diferentes. Em terra de ótimos pés-sujos como a Tijuca, o Botto, no entanto, não é lá muito barato dado o seu diferencial, mas dentre as casas do ramo, é, sem dúvidas, um dos melhores custos-benefício da cidade. Sem falar no potente ar condicionado e na ambiência: balcão com cadeiras altas (além das mesas convencionais), bandeiras no teto, Raul Seixas no telão (isso quando não toca um blues), slogans das cervejas nas paredes, e, algo bastante lúdico, gizes coloridos para você escrever qualquer coisa no quadro negro que circunda o lavabo.

Por dentro do Botto Bar: tijolos aparentes, balcão, luz indireta e decoração de pub.
(Foto: Alexandre Macieira/Riotur)

Das vinte torneiras disponíveis na casa, comandada por Leonardo Botto, metade delas é dedicada a marcas fixas como a irlandesa Guinness e a belga Delirium Tremens. Não sou bom entendedor de cerveja e nem quero que esta publicação pareça uma recomendação de especialista, mas, no Botto Bar, é irresistível não se render ao Eisenbahn Dunkel (R$ 8,90, 300ml), dotado de notas de torrefação e de café, e ao Blanche de Bruxelles (R$ 14,90, 250ml), bem leve, mas, de algum modo, refrescante. São os meus preferidos! Ainda não tive a oportunidade de provar o Botto Bier Zoontje, produção própria da casa, embora já esteja na listinha de espera.

O Botto Bar tem um jeitão de pub e com muito, muito falatório, frequentado predominantemente por jovens - muitos yuppies, por sinal. Além disso, ganhou o prêmio de melhor chope da cidade pelo prêmio Comer e Beber, da revista Veja Rio, em 2013. Não tenho opinião formada sobre a comida do Botto - há bolinhos e croquetes, isso eu sei porque vi em muitas mesas -, porque sempre quando vou lá é com foco nos chopes. Além disso, vale destacar que o atendimento simpático e hospitaleiro do Botto ainda permite que fumantes entrem e saiam à vontade, sem neuras.

Resumo da ópera: o tijucano não precisa mais ficar saindo do bairro à procura de bares mais qualificados. Só ir ali no Botto Bar do Mestre Cervejeiro, que fica bem próximo à Rua do Matoso. E se o Botto estiver cheio, a vizinhança está lotada de outras excelentes opções. Mas isso, em detalhes, fica para outro post...

Maiores informações:
Rua Barão de Iguatemi 205, Praça da Bandeira.
Telefone: (21) 3496-7407 (76 lugares).
Funciona das 17h à meia-noite (sextas e sábados até 1h; domingos, das 15h às 22h).
Aceita todos os cartões. 

2 de jul de 2014

O agonizante e venerável America Football Club: demolição à vista?

Sede do America Football Club: degradação das dependências do clube resultou na
suspensão das atividades no local.


“Hei de torcer, torcer, torcer...
Hei de torcer até morrer, morrer, morrer...
Pois a torcida americana é toda assim
A começar por mim
[...]
Campeões de 13, 16 e 22
Tra-la-la
Temos muitas glórias
E surgirão outras depois”


O trecho do hino americano, composto por Lamartine Babo, já não reflete tão bem assim o estado atual do America Football Club – pelo menos o da sua sede, na Rua Campos Sales 118, aqui na Tijuca. Da glória à agonia, o Mecão parece estar dando seus últimos gritos de dor. Porém, no que depender dos tijucanos, americanos e simpatizantes, haverá resistência!

Em nota oficial divulgada pelo site do America ontem, 1º de julho, o presidente Léo Barros Almada suspendeu, por prazo indeterminado, todas as atividades de caráter social que funcionam na Sede com o objetivo de “preservar a integridade física dos associados e frequentadores do clube”.

As razões para tal bombástica decisão estariam justificadas pela falta de verba na manutenção das dependências do clube, visivelmente degradadas e, recentemente, interditadas pelo Corpo de Bombeiros. Além disso, pesou o fato de que a Administração atual estaria muito insatisfeita em ceder lotes da Sede para atividades que nada tinham a ver com a finalidade do clube, sobretudo as ilegais. Há boatos de que um bingo clandestino estaria funcionando ali dentro. 

A notícia tomou um conhecimento maior do público após a publicação do Diário do Rio, em sua página no Facebook, sobre a Assembleia Geral dos sócios que, indignados, teriam votado contra o fechamento da Sede, promovendo, inclusive, um abaixo-assinado que exigia a destituição dos presidentes do Conselho de Administração e do Conselho Deliberativo.

Vista aérea de sede do America, na região da Praça Afonso Pena: localização cobiçada pelo setor
imobiliário e empreiteiras resultou no tombamento do imóvel, em 2012.  (Foto: Agência O Globo/Pedro Kirilos)

No entanto, em outro comunicado oficial do America, foi explicitado que, das 150 assinaturas exigidas para que tal “abaixo-assinado” surtisse efeito (isto é, valor correspondente a 1/5 do número de sócios adimplentes), foram contabilizadas 145 pessoas apenas em meio a “fraudes grosseiras e gritantes” como: duplicidade de firmas, nomes ilegíveis sem qualquer identificação, além da assinatura de sócios inadimplentes.

Em meio à polêmica de que o imóvel centenário do America seja exterminado da Rua Campos Sales para dar espaço a um centro comercial ou a um empreendimento imobiliário – o que seria impossível, neste último caso, já que o prédio é tombado e não pode ter outro uso se não esportivo, recreativo ou lúdico –, Almada afirma que há um grupo de trabalho envolvido na idealização de um novo prédio para a Sede americana no mesmo endereço:

“O Grupo de Trabalho, nessa fase inicial, manteve até o presente momento cinco reuniões com profissionais da área imobiliária, com profundo conhecimento nesse mercado, visando a construção da Nova Sede Social do América. Essas (reuniões) tiveram um único objetivo: tornar vitorioso o projeto (da Nova Sede Social americana), nos padrões mais modernos e confortáveis e de melhor relação custo-benefício para o América Football Club”.

O Conselho Administrativo sublinha que se mantém rígido no seu objetivo de “moralizar” o clube para que, deste modo, possa entregar ao quadro social uma nova sede condizente com as tradições do America e que resguarde o seu patrimônio.

Há controvérsias. 
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