4 de jul de 2014

Botto Bar, o reduto cervejeiro da Praça da Bandeira

Há chopes diferentes a cada semana
nas 20 torneiras do Botto Bar, na Praça da Bandeira
Não é só de Aconchego Carioca, o restaurante que ficou famoso pelo inovador bolinho de feijoada, que vive a gastronomia da Praça da Bandeira. Algumas quadras depois do Aconchego, na mesma Rua Barão de Iguatemi, está o Botto Bar do Meste Cervejeiro (mais conhecido como Botto Bar), um dos meus bares preferidos aqui pela região da Tijuca. Reduto cervejeiro, a casa trabalha apenas com chopes “importados”. As opções, dispostas em um quadro negro, mostram opções das escolas belgas, alemãs, inglesas e norte-americanas. Temos de ficar atentos ao chegar lá, pois os chopes têm grande rotatividade. Aparentemente, há lançamentos e novidades a cada semana, o que torna a ida ao Botto Bar sempre uma grande surpresa!

Frequento o local esporadicamente e com o mesmo grupo de amigos. Eles, assim como eu, já fidelizaram o Botto Bar como o local ideal para tomar chopes diferentes. Em terra de ótimos pés-sujos como a Tijuca, o Botto, no entanto, não é lá muito barato dado o seu diferencial, mas dentre as casas do ramo, é, sem dúvidas, um dos melhores custos-benefício da cidade. Sem falar no potente ar condicionado e na ambiência: balcão com cadeiras altas (além das mesas convencionais), bandeiras no teto, Raul Seixas no telão (isso quando não toca um blues), slogans das cervejas nas paredes, e, algo bastante lúdico, gizes coloridos para você escrever qualquer coisa no quadro negro que circunda o lavabo.

Por dentro do Botto Bar: tijolos aparentes, balcão, luz indireta e decoração de pub.
(Foto: Alexandre Macieira/Riotur)

Das vinte torneiras disponíveis na casa, comandada por Leonardo Botto, metade delas é dedicada a marcas fixas como a irlandesa Guinness e a belga Delirium Tremens. Não sou bom entendedor de cerveja e nem quero que esta publicação pareça uma recomendação de especialista, mas, no Botto Bar, é irresistível não se render ao Eisenbahn Dunkel (R$ 8,90, 300ml), dotado de notas de torrefação e de café, e ao Blanche de Bruxelles (R$ 14,90, 250ml), bem leve, mas, de algum modo, refrescante. São os meus preferidos! Ainda não tive a oportunidade de provar o Botto Bier Zoontje, produção própria da casa, embora já esteja na listinha de espera.

O Botto Bar tem um jeitão de pub e com muito, muito falatório, frequentado predominantemente por jovens - muitos yuppies, por sinal. Além disso, ganhou o prêmio de melhor chope da cidade pelo prêmio Comer e Beber, da revista Veja Rio, em 2013. Não tenho opinião formada sobre a comida do Botto - há bolinhos e croquetes, isso eu sei porque vi em muitas mesas -, porque sempre quando vou lá é com foco nos chopes. Além disso, vale destacar que o atendimento simpático e hospitaleiro do Botto ainda permite que fumantes entrem e saiam à vontade, sem neuras.

Resumo da ópera: o tijucano não precisa mais ficar saindo do bairro à procura de bares mais qualificados. Só ir ali no Botto Bar do Mestre Cervejeiro, que fica bem próximo à Rua do Matoso. E se o Botto estiver cheio, a vizinhança está lotada de outras excelentes opções. Mas isso, em detalhes, fica para outro post...

Maiores informações:
Rua Barão de Iguatemi 205, Praça da Bandeira.
Telefone: (21) 3496-7407 (76 lugares).
Funciona das 17h à meia-noite (sextas e sábados até 1h; domingos, das 15h às 22h).
Aceita todos os cartões. 

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