6 de mai de 2015

Ode à Praça Xavier de Brito

Ode à Praça Xavier de Brito: poema preso na parede do Bar do Neca chama a atenção
 pela declaração de amor à praça

Domingo passado, andando de bicicleta pela Tijuca, acabei parando no Bar do Neca para tomar um pouco de água e, claro, descansar na Praça Xavier de Brito. Conversa vai, conversa vem, notei, presa à parede do tradicional bar, uma folha de papel escrita à mão: era um poema sobre a formosa e idolatrada Praça dos Cavalinhos. O simpático dono, o Seu Manuel, um português que cuida sozinho do estabelecimento, disse que desconhece o autor destas estrofes, largada ali, em sua bancada, já no longínquo ano de 2007. O passeador tijucano reproduz, então, na íntegra, os sábios (e condizentes) dizeres de O. A. T.:




Praça Xavier de Brito
Recinto espetacular
Aos domingos, crianças, cavalos e cabritos
Ao redor, muita gente a caminhar

Quem aqui vem passear
Sente-se alegre e feliz
Ao ver a água a jorrar
No tradicional chafariz

Vêem-se peixinhos nadando
Ouve-se o cantar da passarada
Em volta cavalos cavalgando
Carregando a criançada

Vêem-se pombinhas andando
Vêem-se plantas em flor
Vêem-se pessoas se exercitando
Comandadas pelo professor

Finais de semana são festivos
Cerveja no copo ou caneca,
É o encontro dos amigos
No tradicional Bar do Neca

Enquanto eu viver
Bem alto teu nome grito
Jamais vou-te esquecer
Ó praça Xavier de Brito

por O. A. T. (2007)

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