28 de mar de 2016

Rua Conde de Bonfim 841: e lá se vai mais um casarão da Tijuca!

Na Muda, casario dos anos 1910 será posto abaixo: patrimônio em baixa.

A notícia de que o imóvel centenário da Rua Conde de Bonfim 841, na Muda, seria demolido foi dada semana passada no grupo “Tijuca de todos os tempos”, no Facebook. Na ocasião, as fotos publicadas por Ney Carmelita mostravam as janelas da casa ainda intactas. Porém, nesta última sexta-feira, 25 de março, indícios de que o “põe-se abaixo” estava confirmado refletiam na própria aparência do imóvel, já parcialmente afetado. Até aquele dia, o telhado já havia sido removido, assim como algumas vigas internas.

Construído em 1905, este casario é mais uma das vítimas do abandono e do descaso com o patrimônio da cidade. A falta de interesse – somada à falta de recursos – dos proprietários acaba por dar fim à nossa história. Sem mencionar a especulação imobiliária, que, em repetidas ocasiões, influencia consideravelmente na dinâmica de reprodução da cidade. Resta-nos, por fim, e com muito pesar, guardar essas imagens para a posteridade.

27 de mar de 2016

Rua Pinheiro da Cunha & Rua Cotingo

Panorama da Rua Pinheiro da Cunha: arborização e edifícios baixos, como o simpático Jardelina, no número 62, à direita.

Com desenho análogo ao de uma cauda felina, a Rua Pinheiro da Cunha fica na Usina e é transversal à Conde de Bonfim, na altura do Hospital Venerável da Ordem Terceira da Penitência (atual São Francisco). Dali, sobe uma pequena ladeirinha hoje tomada por simpáticos edifícios baixos e se encurva, onde logo adiante faz esquina com outra rua – a Cotingo, esta sim basicamente formada por casarões. Dali, metros depois se encurva novamente para erguer-se de modo linearmente tortuoso rumo à montanha. Seu final é uma cul-de-sac encravado no Maciço, em que eu e nem mesmo o Google Street View chegamos até lá. O dia estava tão abafado que preferi ficar por ali mesmo, na parte baixa, cujo circuito já dava uma boa amostra do perfil décadence avec élégance da região.

A Usina tem uma das paisagens naturais mais bonitas da Tijuca e de todo o Rio de Janeiro. Não à toa, a arquitetura local soube aproveitar essa estética ao estilo dos prédios e casas, notoriamente aburguesado e nada contemporâneo. O Edifício Geribatu, logo na esquina com a Conde de Bonfim, por exemplo, reproduz o requinte monumental dos prédios de Copacabana dos anos 1950. O gradeamento opressivo das janelas e a falta de conservação da fachada são compensados, por outro lado, pela portaria livre de cercados. Seu acesso se dá diretamente da rua, sem intermediários, tal qual em tempos remotos. Belo e maltratado, o Geribatu é um deleite para os amantes das ruas e de sua arquitetura.

Edifício Geribatu, na esquina de Conde de Bonfim: elegância de tempos passados.
Rua em "curva", cujo desenho forma uma espécie de cauda felina

Vista lateral do Edifício Jardelina, um dos mais bonitos da Pinheiro da Cunha.

Chalé suíço geminado

De mais a mais, a vegetação opulenta do entorno faz da Rua Pinheiro da Cunha uma pequena floresta. Tanto ali como na Rua Cotingo é fácil encantar-se com bananeiras, paus-brasis, ervas-de-passarinho, além de plantas ornamentais e de flores rosas, amarelas e lilases. Canteiros de diferentes tamanhos também ocupam as calçadas, adornando-as mutuamente com a beleza dos edifícios subsequentes. Chamo a atenção para o Edifício Jardelina, no número 62, que é de um mimo inexplicável. Este, aliás, é um dos raros exemplos de edifícios “clássicos” no bairro em que pouco de seus traços foi mudado. O muro baixo, além de charmoso, é sinônimo de alívio: remete-nos à sensação de estarmos livre das claustrofobias urbanas. Ali, vive-se à moda antiga e tradicional, adjetivos mais do que apropriados para a Usina.

No encontro da Pinheiro da Cunha com a Rua Cotingo, um belo casarão descortina o sombreado corredor de prédios instalado anteriormente. Segundo uma amiga que reside logo ali, na “curva”, o imóvel ficou por muitas décadas tomado por um denso matagal. Em função disto, os traços elegantes da casa escondiam-se sob a mata, hoje desvelados aos olhos do pequeno público que transita pela via. A pompa toda, decadente – diga-se de passagem –, refere-se à Tijuca da época dos solares habitados por uma classe aristocrata e influente. Sem mencionar o cenário de fundo, que reforça ainda mais o fascínio causado pelas montanhas às antigas famílias abastadas: é dali de onde são avistados mais de perto ainda os picos da Tijuca e do Papagaio.


Casario elegante na esquina da Pinheiro da Cunha com Contigo: marcas do tempo
Sinalização da Rua Pinheiro da Cunha


Panorama das espécies arbóreas da Rua Cotingo

Estilo dos casarões: linhas clássicas, amplitude, centro de terreno e quintal. 


Rua Cotingo: os "picos" ao fundo
Para além da arborização e da arquitetura, as disputas políticas também estão presentes na Rua Pinheiro da Cunha. Enquanto no adorável chalé suíço hasteia-se a bandeira vermelha referente ao Partido dos Trabalhadores, mais adiante, o posicionamento é outro. Uma divertida caricatura da presidente Dilma Rousseff riscada pelo símbolo de proibição foi pregada junto à entrada da garagem de outra aprazível residência.

Já na Rua Cotingo, as disputas ocorriam entre as aves – pelo menos no momento em que eu por ali passeava. Gaiolas nas janelas, beija-flores libertos. É sinfônico este mundo dos pássaros, permeado por assobios que ecoam por todos os cantos, de diferentes timbres. A tais melodias misturavam-se as do rádio de pilha, um pouco abafadas pelo contato estreito deste com a orelha de certo transeunte. O ruído das motocicletas a mil pela Conde de Bonfim também foi incorporado à composição. Eis o produto musical da conjunção entre a urbe e a natureza.

O estilo clássico da Rua Cotingo é marcado também por certo ar de abandono. As casas amplas e confortáveis pararam dignamente no tempo, mas sem o esmero do jardim bem cuidado ou dos cercados ainda à tinta fresca. A Rua Cotingo cheira à domingo, de manhã preguiçosa em rede de dormir e de almoço em família. Tem aspecto de rua de avó ao estilo Dona Benta, que serve bolinho de chuva com café no final da tarde aos filhos, sogras e genros, netos e netas. Estes se despedem e regressam às suas casas, longe dali ou até mesmo perto, mas certamente em ruas mais modernas. A Rua Cotingo é adorável, mas nostálgica. É levemente melancólica e romântica ao mesmo tempo – igualzinha à Tijuca. Por isto nosso amor.

21 de mar de 2016

Prefeitura resgata grafia original da Praça Saenz Peña em nova sinalização

Na Avenida Maracanã, placas de sinalização provisórias voltaram a adotar a grafia original de Saens Peña.

Não há consenso: a grafia correspondente ao nome da praça mais famosa da Tijuca pode ser escrita de diferentes formas. A mais comum, Saens Peña, diverge do sobrenome original do presidente argentino, Sáenz Peña, com acento agudo e a letra Z ao invés da S. Entretanto, nas placas indicativas de logradouro, a praça, veja só, vem grafada como Saenz Peña, mas sem o acento agudo. Há quem diga que este último modo é o mais correto de se chamar a nossa querida praça. Segundo moradores antigos, a grafia apresentada inicialmente surgiu nos anos 1980, com a instalação do metrô, tendo sido reproduzida em diversos outros meios por mimetismo.

Com a interdição da Avenida Maracanã para finalização das obras do reservatório subterrâneo da Praça Varnhagen, em outubro de 2015, o trânsito no sentido Centro foi desviado para a Rua Barão de Mesquita. Eis que surgem novas placas de sinalização, só que alaranjadas, dessas provisórias, ao longo das vias adjacentes. A surpresa foi esta: o ressurgimento da grafia original, Praça Saenz Peña, no direcionamento das placas. Será que desta vez o nome volta?

20 de mar de 2016

Rua Adalberto Aranha

Rua Adalberto Aranha: na esquina com a Rua Antônio Salema e o Pico da Tijuca ao fundo.

Imortalizada pelo seu mais ilustre morador – o jornalista, escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues –, a Aldeia Campista é mais uma daquelas regiões que entrou para o rol de bairros que não constam mais nos mapas oficiais da cidade do Rio. Como exemplos, podem ser citados os bairros Peixoto e o de Fátima, ou a Boca do Mato, no Lins de Vasconcelos. Não sei dissertar tão bem sobre o porquê de estes bairros terem tido a sua representatividade reduzida. Talvez seja pelo território diminuto ou pelo número irrelevante de habitantes, quem sabe. Ou muito provavelmente por causa da especulação imobiliária. Segundo a Revista da Semana de junho de 1958, é bem dizer que se mora na Tijuca e o nome do bairro também serve de chamariz nos anúncios de imóveis para venda ou aluguel, quando na verdade querem se referir ao Andaraí ou a outros bairros vizinhos... A Tijuca conserva sua pontinha de esnobismo (1).

Este é o caso da Aldeia Campista, que, além disso tudo, ninguém sabe ao certo quais são seus limites enquanto “sub-bairro”, muito embora seu conjunto de ruas tenha sido incorporado oficialmente ao território de Vila Isabel. Ou seja, toda aquela região compreendida pelas ruas Barão de Mesquita, Maxwell e Gonzaga Bastos etc., é o que se poderia chamar de Aldeia Campista. A Rua Adalberto Aranha, portanto, está nesse “miolo”.

Nessa ocasião, eu havia iniciado o meu passeio pela Rua Antônio Salema, perpendicular à Adalberto Aranha. Rua muito simpática, diga-se de passagem, com casinhas primorosas, que mostra de forma bastante interessante ao passeador a dinâmica residencial nesta faixa de transição entre a Tijuca e Vila. A Aldeia Campista ainda continua sendo, de certa forma, um local majoritariamente de casas e edifícios baixinhos dos anos 1950, mas cujo boom imobiliário dos anos 1980 e 1990 fez levantar uma série de espigões que paira sozinha nos ares, em sua maior concentração nas ruas Pereira Nunes e Gonzaga Bastos. Um bando de casas rodeado por uma ilhazinha de prédios. Eis a herança do bairro pacato tão bem retratado nos contos rodriguianos só que contaminado pela especulação imobiliária do dileto bairro vizinho, a Tijuca, que verticalizou-se a partir dos anos 1960 e 70, principalmente devido à construção do metrô.

O detalhe das fachadas antigas: são muitas na Rua Adalberto Aranha.

Diferente do entorno, como as ruas Pereira Nunes e Gonzaga Bastos, a Rua Adalberto Aranha é
bastante arborizada: jardins com ixoras, cachos-dourados e palmeiras.

Azulejos: o charme da herança lusitana.

A Rua Adalberto Aranha é um desses exemplos de como a especulação imobiliária falou mais alto, desconfigurando, assim, muito do que devia ter existido por ali até 30 anos atrás. Mais progressista que a adjacente e mais tradicional Rua Antônio Salema, a Adalberto Aranha é não apenas sombreada pela sua arborização impecável, mas igualmente pelo corredor de edifícios  levantados por ali nos anos 1980. Tornou-se uma rua típica da classe média tijucana contemporânea: a mistura do velho com o novo, dos azulejos hidráulicos meio lusitanos com o vidro das varandas confortáveis no alto dos prédios, dos muros baixinhos de pedra com as grades de ferro dos portões, cujas pontas são espetadas e inibidoras à intrusão. A Paróquia Sangue de Cristo, no número 48, complementa à rua a vocação carola que Tijuca e Vila Isabel emanam na história da urbanização carioca.

Mais adiante, chama a atenção o simpático Edifício Bertioga, no número 16. A porta do edifício é uma singela entrada de madeira, peculiaríssima aos projetos hoje tidos como retrôs, e toda coberta por arabescos e pastilhas. Um mimo, como se diria nos antanhos. Por outro lado, foi entristecedor notar o estado decadente do prédio cuja fachada foi detonada por pichadores e pelo gradeamento irregular das janelas. O próprio espaço do Bertioga com a rua, antes livre, foi cercado por um gradil moderno, que decerto mataria de desgosto o autor do projeto. É muito comum que esses edifícios antigos no Rio como um todo não recebam o cuidado e a atenção merecida. Sendo assim, o panorama lamentável do Edifício Bertioga não é nenhuma novidade, mas apenas a reafirmação de que nossa história e nossa arquitetura tendem a ir para o beleléu em tempos tão pouco apegados à memória como este em que vivemos.

Os arabescos do decadente, mas charmoso, Edifício Bertioga.

Na esquina com a Barão de Mesquita, o estilo dos armazéns de outrora.

Carroça de frutas: atividades comerciais tradicionais se mantêm na região.

Na Rua Barão de Mesquita, em frente à Rua Adalberto Aranha, está o 1º Batalhão da
Polícia do Exército - antigo DOI-CODI, símbolo do indecoroso Regime Militar.

Por outro lado, acho que o infortúnio é coisa apenas do Edifício Bertioga, porque a Rua Adalberto Aranha, de uma maneira geral, é bem cuidada e aprazível. Jardins suspensos recaem sobre a fachada dos prédios enquanto ixoras colorem os canteiros pelas calçadas. Mesmo estando às margens da Rua Barão de Mesquita, importante artéria da região por onde passam muitos ônibus e automóveis, a Rua Adalberto Aranha é bastante silenciosa e com clima familiar. Os transeuntes são moradores e prestadores de serviço do entorno: estudantes uniformizados, senhoras com sacolas de compras, os ciclistas com entregas das farmácias que os empregam. Enquanto caminhava pela rua, era possível até mesmo escutar conversas ecoadas lá do alto dos apartamentos – os dos primeiros e segundos pisos, é claro –, tamanho o silêncio.

A esquina com a Barão de Mesquita é onde está localizada a arquitetura de maior idade, espectadora das grandes mudanças ocorridas ao longo dos anos na Aldeia Campista. Um sobrado centenário no lado ímpar todo coberto por placas cerâmicas nas cores branca e verde, onde funciona uma clínica podológica, e um armazém, também centenário, com pé-direito alto e múltiplas portarias estreitas e arqueadas no seu topo.

Em frente, e intacto, o 1º Batalhão da Polícia do Exército, local das instalações do DOI-CODI, símbolo indecoroso do Regime Militar fincado em nossas terras. Segundo Aldir Blanc, agentes provocadores espalham, em Copacabana, que existem algumas ruas, na Tijuca, em que mora um ex-torturador para cada vinte habitantes (e desses, mais da metade apoiava, ainda que por omissão, o que o monstro fazia na época da ditadura). Não é verdade (2).

Muito além dos contos de Nelson Rodrigues, por suas calçadas estreitas e algumas ruas meio pastoris, essa Aldeia Campista oferece é coisa para ver e história para contar.

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Texto adaptado; publicação original no meu outro blog As Ruas do Rio, em 17 de fevereiro de 2014.

(1) CARDOSO, Elizabeth Dezouzart et al [Grupo de Pesquisa em Habitação do Solo Urbano - PUR - UFRJ]. Tijuca. História dos bairros / Memória urbana. Rio de Janeiro: João Fortes Engenharia / Index Editora, 1984.
(2) Ver prefácio do livro “Tijuca e Floresta”, da coleção Bairros do Rio, lançado pela Editora Fraiha em 2000.

19 de mar de 2016

As alamedas da Colina do Matoso e sua joia: o Santuário da Medalha Milagrosa

Santuário da Medalha Milagrosa: patrimônio tijucano situado na Colina do Matoso


Tijuca, do Brasil formosa ninfa... Apesar de pouco conhecidos do grande público, os versos de “Tijuca, Metamorfose I” deveriam ser ecoados por certas localidades do bairro com fins de ilustração à poesia neoclássica de Cruz e Souza. Mesmo tratando-se de uma obra que remete o atento leitor à Tijuca de tempos pretéritos à sua urbanização, caminhar pelas alamedas do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) não deixa de ser uma volta ao passado.

Para alcançá-lo, é preciso percorrer toda a Colina do Matoso, parte elevada da Tijuca bem na divisa com a Praça da Bandeira. O caminho que leva ao hospital, flanqueado de palmeiras entre outras espécies arbóreas, é um daqueles fantásticos recantos capazes de relaxar os ânimos e agraciar a alma. Por ser um hospital de grande referência, o número de atendimentos é elevado, mas poucos são os pacientes e visitantes que chegam ali como pedestres. Devido à ladeira, a maioria opta por carros e táxis para atingir o topo da colina, fazendo desse pequeno percentual de andarilhos uma classe privilegiada. Eu explico.

Vindo pela entrada principal – isto é, pela Rua Doutor Satamini –, o passeador deve seguir o caminho tortuoso de paralelepípedos, que flui o trânsito de automóveis pelo regime de mão-inglesa. A calçada é estreita e o espaço aéreo quase todo tomado por folhagens das altíssimas árvores; quase não se vê o céu. Portanto, há sombra. Muita sombra! Mas, o que chama a atenção mesmo é o lado esquerdo da via, margeado por um jardim impecável base de um paredão de pedras por onde brotam delicadamente pequenos esgalhos e ramas de flores.

Por si só, esse caminho já oferece um breve panorama do que deveria ser o antigo Engenho Velho, região da Tijuca que ia do que é hoje a Avenida Paulo de Frontin até a Igreja de São Francisco Xavier, na rua homônima. Vêm à imaginação os encantos da mata virgem, a Tijuca de Bentinho e Capitu, a ninfa de Cruz e Souza... tudo ali, intocado e materializado, aos pés das ruidosas vias urbanoides da Praça da Bandeira.

Um suave zéfiro até então mal percebido começa a beijar agradavelmente o rosto do passeador à medida que a alameda se curva e se eleva rumo ao pináculo. As copas das árvores farfalham e o platô à esquerda, meio escondido no início da trilha, agora se desvela como a brilhante estrela de um espetáculo teatral. Sustentado pelo paredão de pedras, o pátio que dá acesso à Associação São Vicente de Paulo exibe o seu monumento: vê-se o Santuário da Medalha Milagrosa.

Apesar dos ares medievais (ou seriam góticos?) do santuário, ele foi fundado em 1955 pelas irmãs de caridade vicentinas. Comemorou seu “jubileu de diamante” em 2015, quando completou 60 anos de existência. Por ser relativamente “novato” no bairro, e também por estar localizado numa área que não é de domínio completamente público, o Santuário da Medalha Milagrosa é uma construção muito bem conservada, patrimônio carioca desde 2003. A bem-composta passarela interliga o Santuário ao platô vizinho, de onde se pode alcançar a alameda que dá acesso ao hospital, mas já em um trecho mais elevado. Sob o seu arco, trespassa outra simpática alameda, que liga os fundos da Associação ao caminho que leva à entrada secundária do HSVP, na Rua Gonçalves Crespo quase defronte ao Instituto de Educação.

Mirante da Colina: a Tijuca e sua vista aérea, junto ao Corcovado e o restante do Maciço.

Uma caminhada matinal pelos jardins da Associação São Vicente de Paulo pode ser de um inestimável agrado àqueles que desfrutam dos passeios ao ar livre na Tijuca. E quem mantiver o fôlego e desejar alcançar o alto da Colina do Matoso, se depara com outra surpresa: a vista área da Tijuca, do Rio Comprido e da Cidade Nova fica parcialmente à mostra junto ao contorno do Maciço, enquadrando a extensão que vai do Corcovado ao Pico do Papagaio. Uma paisagem e tanta!

Agora, quem precisar de cuidados médicos, compartilho a notícia: em janeiro deste ano, o Hospital São Vicente de Paulo foi apontado como o melhor do Rio de Janeiro por meio de uma pesquisa anual promovida pela consultoria internacional AméricaEconomía Intelligence. A unidade tijucana foi a única do estado do Rio a ser ranqueada entre as melhores. O primeiro colocado da lista foi o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

Visita:
Rua Doutor Satamini 333 | Rua Gonçalves Crespo 430.

Missas:
Aos domingos: 08h30; 10h00; 18h00, com intenções comunitárias.
De segunda-feira a sexta-feira: 06h30.
Toda segunda-feira: 19h30 com a novena perpétua de Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa.
Aos sábados e feriados: 07h00.
Todo dia 27 de cada mês: 19h30 com a novena perpétua de Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa.
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